segunda-feira, 14 de janeiro de 2013


[2001]

Nonada


Ánima Ânima
A mim o que é meu fugia
Encontra no alento do desconforto a palavra inventada
Fragmento à revelia que escapa em desatino contido
Sussurra a resposta mais improvável
Provavelmente se recria
Sem se pronunciar
No caos, fere o previsível
Aniquila o hermético obtuso da certeza
E abre espaço para as asas

Do contido imprevisível
Nasce a redenção
Do óbvio imaginável
A mostrar o tudo
Disfarçado de nada
Didático e meticuloso
Para não espantar sua grandeza
Eis que se revela o nada maior
Vazio transbordante
do tudo que em hora qualquer se apresenta
Aurora descoberta
Numa consecução do sign[o]ificado
Traduz-se o uno
Não tudo ou nada
Nem tudo e nada
Tudo Nonada