Poemas de Monalisa


Não por gosto

(01.04.12)

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Eu não sou isso, nem aquilo.
Nem uma coisa, nem a outra.
Muito menos estou no meio disso.
Mas em tudo aquilo que talvez exista,
Somente e quando combinado ao que crio,
Por jatos liberados em doses difusas do que sinto.
E eu, que sinto muito,
Que sinto sempre
E que sempre quero,
Sempre mudo.
Por isso me calo, fico muda.
Não por gosto, mas porque me esgoto.
Por isso desde cedo desisti de saber
E resisto inventando o impossível.
O impossível é, possivelmente, o único lugar onde pretendo chegar.
E inventar o meu único jeito de existir.