segunda-feira, 14 de janeiro de 2013


[2009]

Lágrima Poetílica


Translúcida e treslouca
Escorre pela noite clara e alta
Lenta e latejante
Até alcançar o espaço entre os lábios
Tão doce ao paladar que se repete
Mistura-se ao vinho rubro em goles secos
Juntos percorrem um arrepio
Na dança de lágrima etílica em veia bailarina
Coloca o corpo inteiro em dança
Com olhos embriagados de lembranças
Deixa escorrer. Deixa. Para perder-se.
Possível encontrá-las somente em delírios da madrugada
Ou em cartas seladas com tinta quente e cobre
Algo entre a terra e a ferrugem.