segunda-feira, 14 de janeiro de 2013


[2009]

E agora, José? Pois é... A luz apagou. Mas eu tinha outra lâmpada, sabe. Cá dentro. Uma idéia. E outra e outra. Além de um vagalume que pisca e faz a noite parecer discoteca. Para dentro. E sigo dançando. Dançar ao som da música da vida. Enquanto estiver viva eu vou. Pra onde, José? Não sei. Pode me chamar de José, Joana, Tereza. Mas meu nome está cá dentro. Independe de seu chamado. Ou do meu. E meu nome hoje é Vida. Não é fácil, sabe? Porque o meu nome carrega histórias, minha alma ainda carrega ferida. E eu aprendi que sou responsável pela minha dor e pelas minhas lágrimas. Sou responsável pelas minhas escolhas e pelos meus companheiros de caminho.  Mas também sou responsável pela minha alegria e felicidade. Não tenho mais tempo, não tenho mais tempo. Chega um tempo em que vida é uma ordem. Vida apenas, sem mistificação.