[2012]
Devaneio
descortinada pela coragem
corre na noite escura
rubra pelo sangue quente da face
solta pelo chão macio na mata
na busca do que não se vê,
mas se sente
silente no olhar e pulsando coração
ciente do devaneio de ser somente
livre veia corre o sangue
boca úmida e sedenta vida
ventania rasga a pele
acelera o [des]compasso
melodia da madrugada
que em instantes descortinada
revela sol que brilha
O dia nasce.